Vejo cordéis ao torno da lua
São fantasias de sonho ébrio
A quimera que me faz extenua
Nasce poeta e chora sem verbo
No fogo quente das meias noites
O visitante sai das estrelas
Fugindo temprano de rodas ermas
Amargando doces intempéries
Sabor destino do que faz ninguém
Repleta de uma ausência torpe
Urge o tempo entre, que sonhem!
Cruza o céu o cordel da sina
Canta Afrodite no seu castelo
a harmonia do fogo belo que tardia
ps.: Eu nunca tinha escrito um Soneto.
Só tu pra me colocar no meio disso tudo.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
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